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Palavras Soltas

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As nossas terras…


Algures no limite da Península Ibérica, permanece há alguns séculos na Beira Alta de Portugal, o singular concelho do Sabugal.

A envolvente natural destes lugares destaca-se pela diversidade paisagística que oferece. A esta, que une harmoniosamente os mais agrestes e aprazíveis sítios, suscitando uma legítima beleza muito peculiar, dificilmente se fica indiferente.

A sua alargada e heterogénea superfície acolhe um povo, povo este que preza pela qualidade das suas gentes, cunho de vivências simbólicas de quem tem vivido e resistido com uma força intrínseca de invejar, nomeadamente quando se fala de quem já tem um longo currículo de sobrevivência.

Apesar de não existir um número muito significativo de habitantes tendo em conta a dimensão do concelho, estas pessoas são responsáveis pela hospitalidade inquestionável quanto a qualquer forasteiro que se aventure por estas bandas, e Vila do Touro não é excepção.

É difícil aqui passar por algum canto que não tenha a si associado um conto ou uma lenda, minuciosamente narrado por algum chapéu ou lenço preto, acessórios de eleição de quem ocupa em maioria estas terras.

Não escapando à tendência generalizada, os mancebos, apesar do seu sentimento de pertença assumido, têm vindo a afastar-se das origens. Em muitos casos, não por vontade própria, mas sim, por necessidades inerentes a tudo o que hoje se associa a um padrão modernizado de vida. Mas o que é facto é que acabam por voltar, nem que seja por dias, momentos, ou pensamentos, porque vir aqui faz bem...A pureza que paira no ar não esmera apenas os pulmões, mas também a alma, sensações estas que não se explicam, apenas se sentem.

Esta aldeia goza de uma riqueza histórica que remonta aos primórdios da civilização. Desde sempre, foi povoada por variadas culturas que nos foram deixando marcas da sua permanência. Estes sinais do passado defenderam-se até ao presente, dando a possibilidade de ainda poderem ser contemplados em vários lugares.

Para além de explícitos vestígios, existe um vasto património histórico, em alguns casos, relativamente conservados, mas noutros, parcialmente perdidos, perdas valiosas que dificilmente serão, ou não, resgatadas.

Se através dos séculos este domínio foi elegido para acolher povos de origens, práticas e crenças distintas, é impensável não pensar que só pode ser especial. Os nativos assim o reconhecem, e certamente também assim o achará quem por cá se aventurar se vier em paz, ou em demanda dela.


De: Emília Simão

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Festas em Honra de Nossa Senhora do Mercado 2007


Chega o mês de Setembro e as festas das nossas terras vão ficando para trás, mas em jeito de inversão de tendência, Vila do Touro celebrou novamente, nos dias 7,8 e 9 de Setembro, a festa de Nossa Senhora do Mercado.

Todos os anos, não tanto emigrantes, como acontece na festa de São Sebastião em Agosto, mas predominantemente nativos e migrantes, juntam-se para a festa, independentemente do intuito ser religioso ou pagão, o que interessa é que quem pode vem, incluindo os forasteiros! E é uma festa…

Neste ano, a Comissão de Festas apostou um pouco mais alto, convidando o “Sir Quim Barreiros” para animar (mais ainda) a noite de Sábado. Se já é habitual dos anos anteriores uma grande aderência a Vila do Touro, visto não haver mais festas populares pelas redondezas, este ano superou as expectações.

Ora, partindo do princípio óbvio que a nossa pitoresca aldeia nunca apresentou problemas de parqueamento de maior, saliente-se que para os mais tardios não foi fácil, nem estacionar, nem mesmo circular.

O Largo do Reduto encheu-se então de gente, de muita gente, de todas as faixas etárias e maia alguma, para ouvir o famoso artista entoar as suas músicas e letras sui generis, para regozijo das mentes mais marotas. Mas é um facto que, bem ou mal, quase toda a gente as conhece.

Estima-se que tenham estado presentes aproximadamente 4 mil pessoas, o espectáculo foi de entrada livre, com serviço de bar permanente, num misto de animação e muitos litros de cerveja…

Resta assim desejar os parabéns à Organização, por ter proporcionado à população de Vila do Touro e a todos os visitantes que afluíram, um belo momento de festa!


De: Emília Simão


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Vila do Touro, depois do Verão…


O final das férias leva todos de volta para a outra realidade, da dos que vão, e da dos que ficam. E na Vila, tudo volta a ser o que é, e o que tem sido desde há muito.

O sol continua a raiar nos faustosos barrocos, sim porque é assim que se chamam, ornando as esquinas desertas e os destinos sem rumo. A lua continua a cintilar em S.Gens e no Castelo, porque se chamam também assim, confiando às sinfonias nocturnas aquele toque de magia.

Mas como é pena o mocho cantar para tão poucos, e as estrelas serem só para nós! Tantos corações que também cá vivem, mas que moram longe, e outros tantos que já viveram, e que mais longe ainda estão. O interior é-o mesmo, assim, como se mostra. É o interior, no seu verdadeiro conceito de país e de alma, em que os recônditos são também os mesmos, e onde apenas difere por uma questão de juízos, o que é físico do que está para lá, e que logo, não o é. É onde estas realidades, conjugadas, resultam naquilo que vemos e sentimos, quando respiramos com olhos e vemos com coração.

A nossa Vila, nossa, dos que têm legitimidade para lhe chamar assim, rende-se agora ao silêncio. O mesmo que alguns mestres elevam ao sublime, que é a fronteira entre o estar e não estar, entre o ser e o não ser, é o mesmo que mora aqui, como em tantos dos outros recantos deste interior silencioso. Mas desengane-se todo aquele que pensa que este nada transmite e nada sustenta, por que dentro do nada pode estar tudo!


De: Emília Simão


 
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