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Património

SEPULTURAS ESCAVADAS NO GRANITO



« Embora não se possa estabelecer a data exacta da sua construção poder-se-á defender a ideia de que datará do 1° milénio antes de Cristo.

Para esta afirmação fundamentamo-nos em que:

1 - O tipo de rocha utilizada (granito duro) obrigaria à utilização do ferro, como instrumento de trabalho. O ferro foi introduzido na Península cerca do séc. X a.C.

2 - As dimensões das sepulturas encontradas 160x60x60 cm e 175x65x60 cm, revelam a prática de inumação individual já que para povos com o hábito da cremação poderiam utilizar outras formas e dimensões menores o mesmo acontecendo com povos que usavam enterrar os seus mortos na posição fetal, isto é, na posição aproximada da que se encontram no ventre da mãe. Estes povos usavam as cistas em que a dimensão maior não ultrapassava o metro. A inumação é usada quase genéricamente a partir da era Cristã (com excepção dos visigodos que usavam essencialmente a cremação) no entanto as sepulturas cristãs cavadas na rocha e que implicavam a utilização da cal que encontramos noutras regiões têm aspecto tumular encontrando-se na parte superior uma reentrância destinada à cabeça. É o que sucede com as sepulturas cavadas na rocha dos arredores dos Forcalhos e das de Monsanto, bem como os túmulos de pedra que poderemos observar nos claustros da Sé de Lisboa.

3 - Os povos do Mesolítico utilizavam a postura fetal o que implica túmulos mais curtos e mais profundos. O mesmo aconteceu durante o Eneolítico mas aqui utilizando necrópoles colectivas em grutas artificiais (cultura megalítica) como os dólmens. Na fase média da Idade do Bronze passou a usar-se a cremação que coexistiu em algumas áreas com a inumação.

No fim do Hallstatt (Primeira Idade do Ferro -900, -600 a.C.)e na fase inicial de La Tène (500 até à Era Cristã) voltou a predominar a inumação. As sepulturas eram individuais ou colectivas com o carácter de tumulus.
É a época da invasão céltica.

Pensamos que as sepulturas da Fontinha terão de ser desta data. »

(Extracto da obra de Carlos Manuel Luís e Carlos dos Santos Lajes "Memórias de Vila do Touro")

PELOURINHO



Enquadramento
Urbano, isolado, situa-se em local plano rodeado por um parque infantil gradeado e na proximidade da Igreja Matriz ( v. 0911390055 ) e de dois chafarizes.

Descrição
Soco constituído por três degraus circulares, onde assenta coluna de fuste circular com base quadrada e encimada por duplo anel. Capitel de secção circular, formado por peça cilíndrica com anel saliente nos extremos e tendo a sua superfície estriada. É encimado pela sobreposição de peça de secção circular e peça em forma de ábaco curvo. Remate em pinha cónica, em forma de gárgula tubular de superfície estriada e terminada por pequena peça cilíndrica.

Cronologia
Época Neolítica e do Bronze - identificação de achados avulsos na povoação; séc. 13 - repovoamento promovido por D. Afonso II e doação à Ordem dos Templários, que teriam construído o castelo *1; 1220 - concessão de carta de foral por Pedro Alvites, Mestre da Ordem dos Templários; 1319 - transferência para a Ordem de Cristo, sendo o vigário da paróquia freire professo; 1510 - renovação do foral por D. Manuel; provável edificação do pelourinho; criação da Misericórdia; 1640 - construção de reduto defensivo no Lg. da Igreja; séc. 17, 2.ª metade - hipotética destruição do castelo e saque da vila por gentes da Guarda ( tradição oral ); 1758, 4 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas por Frei António Duarte, a povoação é referida como sendo do bispado da Guarda e comarca de Castelo Branco, pertencente qo rei e com comenda nas mãos do Porteiro Mor; tinha 260 fogos e pertenciam-lhe as povoações de Baraçal, Abitureira, Quinta das Vinhas, Quinta dos Moinhos, Quinta de Roque Amador, Quinta de São Bartolomeu e Rapoula do Côa; 1836 - extinção do estatuto concelhio e integração no concelho do Sabugal; 1980 - 1990 - obras de intervenção.



Tipologia
Arquitectura civil, renascentista. Pelourinho de pinha cónica, apresentando afinidades com o pelourinho de Alfaiates.
Características Particulares
Capitel cilíndrico de superfície estriada, encimado pela sobreposição de outras duas peças. Remate cónico em forma de gárgula tubular de superfície estriada.

Dados Técnicos
Estrutura autoportante.

Bibliografia
LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; DIONÍSIO, Sant\"Ana, Guia de Portugal, Lisboa, 1927; ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1985; CORREIA, Joaquim Manuel, Terras de Riba-Côa, Memórias sobre o Concelho do Sabugal, Lisboa, 1946; AZEVEDO, Correia de, Terras com Foral, Porto, 1967; Direcção-Geral do Planeamento Urbanístico, Plano da Área Territorial da Guarda, Património histórico-Cultural, Concelho do Sabugal, Lisboa, 1984; JORGE, Carlos Henrique Gonçalves, O Concelho de Vila do Touro em 1758 - Memórias Paroquiais, Vila do Touro, 1990; MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral, Lisboa, 1997; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito da Guarda, Viseu, 1998.

CASTELO DE VILA DO TOURO



Enquadramento
Cabeço situado a 831 metros de altitude, marcado por afloramentos graníticos ciclópicos, mostrando uma vertente escarpada, sobranceira à Ribeira do Boi. No sopé do lado N. destaca-se a Fonte de mergulho, dita de Paio Gomes, com a abertura em arco quebrado. No lado oposto observa-se o cabeço da Enxércia, onde se ergueu a Capela de São Gens e o Calvário, num vasto barrocal hoje descaracterizado por construções recentes e pela implantação dos depósitos de água. Na vertente S., de pendente mais suave, desenvolve-se a antiga Vila estruturada pela R. Direita, cujo percurso é complementado por duas vias paralelas. Junto à porta de acesso ao castelo, e na continuidade de uma calçada, situa-se a Capela de Nossa Senhora do Mercado, com portal em arco quebrado antecedido por alpendre de provável fábrica seiscentista. Ao lado regista-se uma construção profundamente dissonante. Do castelo avista-se a cidade da Guarda e o castro do Jarmelo, entre outros pontos de referência na paisagem mais longínqua.



Descrição
O castelo resume-se ao perímetro da cerca muralhada, apresentando um traçado elíptico muito irregular, porque adaptado a uma base topográfica extremamente acidentada. Por isso, os panos de muralha integram pontualmente os afloramentos rochosos naturais e descrevem um desenho ondulante. Apesar do perímetro muralhado se apresentar completo, o adarve encontra-se já muito destruído. O circuito é interrompido somente por uma porta aberta no lado S., a Porta de São Gens, vão em arco quebrado com dupla fiada de aduelas na face orientada para a Vila e com as impostas marcadas por friso saliente. Conserva ainda os gonzos em cantaria e a abóbada em berço quebrado com o extradorso a descoberto. No interior do recinto regista-se no lado N. a presença das fundações de um edifício de planta rectangular. A par do valor plástico garantido pela presença maciça dos rochedos, a superfície do recinto murado encontra-se revestida por vegetação herbácea e arbustiva espontânea, destacando-se algumas espécies arbóreas, como azinheiras e faias.

Cronologia
Época Neolítica e do Bronze - identificação de achados avulsos no local; topónimo derivado de "taurus", provavelmente relacionado com o culto da ganadaria anterior à Nacionalidade; 1218 - D. Afonso II doa à Ordem do Templo a Vila do Touro, com o padroado de todas as suas igrejas e os dízimos de todas as suas herdades; 1220 - concessão de carta de foral à Vila do Touro por Pedro Alvites, Mestre da Ordem do Templo, que refere ser obrigação dos moradores a construção do castelo; 1290 - as Inquirições referem que o castelo foi saqueado e destruído pelo concelho da Guarda; 1319 - transferência da tutela do castelo para a Ordem de Cristo; hipotética intervenção de D. Dinis, talvez relativa à porta em arco quebrado; 1510 - renovação da carta de foral, permanecendo a Vila na posse da Ordem de Cristo; 1527 - no Numeramento, a vila contava com 162 moradores; o castelo estaria já arruinado; 1641 - 1668 - na sequência das Guerras da Restauração os habitantes teriam construído um reduto no Largo da Igreja, também denominado Largo do Reduto (ALMEIDA, 1945); 1758, 4 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo Frei António Duarte, a povoação é referida como sendo do bispado da Guarda e comarca de Castelo Branco, pertencente qo rei e com comenda nas mãos do Porteiro Mor; tinha 260 fogos e pertenciam-lhe as povoações de Baraçal, Abitureira, Quinta das Vinhas, Quinta dos Moinhos, Quinta de Roque Amador, Quinta de São Bartolomeu e Rapoula do Côa; referem, ainda, a existência de paredes muito antigas pertencentes a um reduto "que dizem ser dos mouros'; 1836 - extinção do estatuto concelhio.



Tipologia
Arquitectura militar: castelo templário apresentando um perímetro muralhado de traçado elíptico muito irregular, integrando afloramentos rochosos e interrompido por uma só porta em arco quebrado.

Características Particulares
Caso raro de Castelo sem ter sofrido qualquer intervenção. Perímetro muralhado incluindo uma única porta com dupla fiada de aduelas. Ausência de torres, talvez porque a construção do castelo não chegou a ser terminada.



Bibliografia
COSTA, António Carvalho da, Corographia Portugueza, Lisboa, 1708; Dicionário Geográfico de Portugal, 1758, vol. 40, nº 263; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; VITERBO, Sousa, Elucidário, vol. II, Lisboa, s.d.; COLAÇO, J. M. Tello de Magalhães, Cadastro da População do Reino, Lisboa, 1929; ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses; Lisboa, 1945; CORREIA, Joaquim Manuel, Terras de Riba-Côa, Memórias sobre o Concelho do Sabugal, Lisboa, 1946; BARROCO, Joaquim Manuel, Panoramas do Distrito da Guarda, Guarda, 1978; Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; PEREIRA, Mário, dir., Castelos da Raia da Beira, Distrito da Guarda, Catálogo da Exposição, Guarda, 1988; CONCEIÇÃO, Margarida Tavares da, Inventário do Património Edificado, Estudos de Caracterização do Plano Director Municipal do Sabugal, Sabugal, 1990; JORGE, Carlos Henrique Gonçalves, O Concelho de Vila do Touro em 1758 - Memórias Paroquiais, Vila do Touro, 1990; GOMES, Rita Costa, Castelos da Raia - Beira, Lisboa, 1997; DIAS, Mário Simões, Memórias da Beira Côa, Coimbra, 1998.



Intervenção Realizada
Junta de Freguesia: 1994 - limpeza do recinto intra-muros; 1995 - desentaipamento da Porta de São Gens, pavimentação do acesso com destruição parcial de rochedo, plantação de árvores; 1996 / 1998 - limpeza anual do recinto; 1998 - sondagem arqueológica junto à porta, orientada pelo arqueólogo Marcos Osório da Silva.

Observações
- a tradição popular relaciona o topónimo Touro com uma lenda que refere a existência de um bezerro de ouro, registando-se a NE. da antiga vila o Ribeiro do Bezerrinho.

JANELAS MANUELINAS



Enquadramento
Janelas inseridas em construções implantadas no início da R. Direita, muito perto do Pelourinho e da Igreja Matriz. As quatro casas apresentam dois pisos, com acesso ao andar sobradado através de escada exterior, formando patamar simples ou balcão. As portas de entrada na zona reservada à habitação conservam as ombreiras e o lintel biselados. Duas das casas encontram-se muito descaracterizadas. Na antiga Vila contam-se outros exemplos de vãos com decoração manuelina, na R. Pedro Alvito e na R. do Pomar.

Descrição
A NE. da R. Direita observa-se uma janela com ombreiras biseladas e lintel recto ornamentado com arco conopial. No mesmo lado da via regista-se uma outra janela, dotada de pequeno avental, apresentando lintel recto decorado com duplo arco pleno invertido, circundada por friso contínuo de forma côncava, albergando uma fiada de meias esferas. No lado oposto da R. Direita existem duas casas adossadas onde se conservam duas janelas em arco. A janela de maiores dimensões apresenta arco polilobado, derivado do arco conopial, contando cinco arquivoltas, constituindo a última uma cercadura em forma de cordão. Inclui a simulação de dois colunelos laterais e mostra um entrelaçamento na parte inferior. Na parte superior o remate é composto por pinha decorada com flor-de-lis estilizada. Na casa ao lado a janela apresenta arco contracurvado com três arquivoltas, marcadas também nas ombreiras e peitoril.



Cronologia
Séc. XVI - provável construção dos edifícios onde se encontram inseridas as janelas, talvez no contexto da edificação do Pelourinho e da renovação da Igreja Matriz.



Tipologia
Arquitectura civil residencial: pormenor notável. Janelas manuelinas. Janela de lintel recto decorado com arco conopial e com ombreiras biseladas. Janela de lintel recto decorado com duplo arco pleno invertido e circundada por meias esferas. Janela em arco polilobado com cinco arquivoltas, decorada com motivo em forma de cordão, entrelaçamento e flor-de-lis central. Janela em arco contracurvado com três arquivoltas.

Características Particulares
Janelas de lintel recto mostrando apenas o arco insculpido no bloco pétreo. Desenho híbrido dos arcos. Frisos circundantes de forma côncava ou em cordão. Simulação de colunelos laterais, dotados de capitel mas desprovidos de base.



Bibliografia
LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; CORREIA, Joaquim Manuel, Terras de Riba-Côa, Memórias sobre o Concelho do Sabugal, Lisboa, 1946; Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; CONCEIÇÃO, Margarida Tavares da, Inventário do Património Edificado, Estudos de Caracterização do Plano Director Municipal do Sabugal, Sabugal, 1990.

IGREJA MATRIZ



Enquadramento
Ergue-se, isolada, num amplo largo formado à entrada do núcleo mais antigo da povoação, junto ao arranque da Rua Direita. Construída sobre plataforma elevada definida por muro e gradeamento à qual se acede através de escadaria *1. Ao lado observa-se um coreto, algumas árvores e o corpo autónomo da torre sineira, muito descaracterizada. Na proximidade desta última, e ainda integrado no recinto murado, eleva-se o Pelourinho, rodeado por um parque infantil. A partir do adro avista-se o cabeço do Castelo.



Descrição
Planta longitudinal composta pela nave e capela-mor, contando com o adossamento de dois corpos no lado N., correspondentes à sacristia e dependência anexa que integra a capela baptismal, ambas de planta rectangular. Forma um conjunto de volumes articulados, coberto com telhado de duas águas. A fachada principal encontra-se orientada a O., apresentando um pano murário em cantaria delimitado por pilastras laterais e empena angular. Rasga-se aí um portal em arco pleno ( com aduelas estreitas ) encimado por janelão de lintel recto. No alçado lateral S. é legível a descontinuidade entre o corpo da nave e a capela-mor, sendo de destacar nesta última um contraforte sem esbarro, mostrando pedras sigladas. No corpo da nave abre-se uma porta em arco pleno e dois janelões rectos com capialço.



Na capela-mor conta-se um único janelão de características idênticas. Enquanto isso, no alçado N. abre-se apenas uma porta em arco pleno. O alçado posterior é cego. O espaço interno, de nave única, inclui coro-alto em madeira e tecto em falsa abóbada de berço, também em madeira. No lado N. regista-se o arco pleno de acesso à capela baptismal, bem como o púlpito de planta quadrada, com as faces decoradas por almofadados e assente em coluna de filiação dórica com o fuste canelado. Entre as portas laterais e os janelões observam-se dois altares simétricos, enquadrados por arco pleno caiado e duas pilastras molduradas.



Existem ainda dois altares de ângulo e respectivos retábulos.



O arco triunfal é de volta inteira e conserva junto ao fecho uma Cruz de Cristo incisa.



Na capela-mor destaca-se o tecto de caixotões pintados, com a figuração dos Apóstolos e Evangelistas, assim como o retábulo em talha dourada e pintada.

Cronologia
1320 - taxação em 20 libras; séc. 16 - presumível reconstrução do templo, talvez na sequência da renovação da carta de foral e da edificação do Pelourinho; 1508, 11 Outubro - visitação da Ordem de Cristo, sendo pertença do comendador Frei Fernão da Silva e tendo por orago Nossa Senhora; o capelão era Diego Anes, apresentado pelo bispo da Guarda, pago pelo comendador; ordenou a feitura de um cálice e que se fechasse a arca dos ornatos; na visitação, surge uma breve descrição da igreja *2; séc. 18 - hipotética colocação do tecto de caixotões da capela-mor e respectivo retábulo; 1758, 4 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo Frei António Duarte, refere-se que a igreja estava situada no Cimo da Vila, rodeada por algumas casas, tendo como orago Nossa Senhora da Assunção, tendo capela-mor dedicada ao orago e quatro capelas na nave, dedicadas a Nossa Senhora do Rosário, Menino Jesus e Santo António, Senhor crucificado e São Miguel, este com a irmandade das Almas; a paróquia constituía uma vigairaria da Ordem de Cristo, apresentada pela Mesa da Consciência e Ordens, recebendo o pároco pouco dinheiro, tendo cura coadjutor.



Tipologia
Arquitectura religiosa cultual: igreja de raiz medieval com remodelação quinhentista e alterações posteriores. Planta longitudinal composta pela nave e capela-mor, cobertas com tecto de duas águas. Fachada principal orientada a O., com portal em arco pleno encimado por janelão de lintel recto. Portas laterais em arco pleno. Janelas de lintel recto com capialço. Púlpito renascentista. Arco triunfal de volta inteira.



Tecto de caixotões pintados na capela-mor. Retábulo do altar-mor em talha do Estilo Nacional. Retábulos laterais em talha de características eclécticas.



Características Particulares
Presença de Cruz de Cristo no arco triunfal. Espécie de contraforte com pedras sigladas no alçado S. da nave. Portais em arco pleno com aduelas muito estreitas, talvez resultado de uma remodelação algo recente. Altares laterais enquadrados por arco pleno e pilastras molduradas.



Dados Técnicos
Paredes autoportantes



Materiais
Granito, cantaria e alvenaria; reboco; madeira; telha de aba e canudo



Bibliografia
COSTA, António Carvalho da, Corographia Portugueza, Lisboa, 1708; Dicionário Geográfico de Portugal, 1758, vol. 40, nº 263; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; CASTRO, José Osório da Gama e, Diocese e Districto da Guarda, Porto, 1902; CORREIA, Joaquim Manuel, Terras de Riba-Côa, Memórias sobre o Concelho do Sabugal, Lisboa, 1946; BIGOTTE, José Quelhas, O Culto de Nossa Senhora na Diocese da Guarda, Lisboa, 1948; BARROCO, Joaquim Manuel, Panoramas do Distrito da Guarda, Guarda, 1978; DIAS, Pedro, Visitações da Ordem de Cristo de 1507 a 1510 - aspectos artísticos, Coimbra, 1979; Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; CONCEIÇÃO, Margarida Tavares da, Inventário do Património Edificado, Estudos de Caracterização do Plano Director Municipal do Sabugal, Sabugal, 1990; JORGE, Carlos Henrique Gonçalves, O Concelho de Vila do Touro em 1758 - Memórias Paroquiais, Vila do Touro, 1990; DIAS, Pedro, Arquitectura Mudéjar Portuguesa: Tentativa de sistematização, Mare Liberum, nº 8, Dezembro de 1994; DIAS, Mário Simões, Memórias de Beira Côa, Coimbra, 1998.

Intervenção Realizada
1961- obras de conservação com efeitos descaracterizadores, custeadas por Costa Pina conforme assinalado no local.



Observações
*1 - existe referência à anterior localização de sepulturas escavadas na rocha no adro da Igreja, que se encontra actualmente cimentado.



*2 - a capela-mor era larga e espaçosa, com paredes de alvenaria caiadas no exterior e rebocadas e pintadas por dentro, com cobertura de madeira e pavimento em ladrilho, com altar de pedra sobre três degraus; no altar, a imagem de vulto da Senhora, num retábulo pintado com várias imagens, mandado fazer pelo comendador; tem arco triunfal pintado e, sobre ele, também pintado, um Calvário; é flanqueado por altares com imagens pintadas nas paredes; a nave é de alvenaria e com portal principal alpendrado; junto à igreja, uma casa onde habitam os clérigos; num canto da nave, a pia baptismal e, afastado,


um campanário de pedra, alto e com dois sinos; refere a paramentaria e livros, bem como a existência de uma cruz de latão velha e um cálice de prata (DIAS, pp. 157-159).
 
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